RESENHA

A danada da Matemática

Essa resenha é uma inspiração em uma professora de Metodologia de Matemática que cruzou meu caminho na faculdade. Ela me ensinou que a matemática poderia fazer parte do dia a dia de todos nós sem que parecesse um fantasma a nos assombrar. Todos podem aprender os números, mas isso vai depender bastante de quem vai ensinar! Vamos lá então?

Aritmética., álgebra, geometria, trigonometria, porcentagem, estatística. Ah, a danada da matemática está aqui e está acolá, não é mesmo?

Lá em casa, essa disciplina sempre gerou grandes discussões e polêmicas. Sempre estamos em “pé de guerra” com essa disciplina que parece ter por objetivo DESCLASSIFICAR os meros mortais.

A história nos conta que a Matemática teve origem com os gregos, a aproximadamente 300 anos antes de Cristo e através do tempo foram desenvolvendo mais estudos na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia, na Índia. Árabes e Indianos contribuíram bastante também . Os estudiosos dizem que começamos a produzir o raciocínio lógico motivados pelo comércio e pelo interesse no registro do tempo, seguido pelo interesse pela medição de terra e agricultura. Um dos pioneiros no campo da matemática foi Pitágoras. Estão lembrados do teorema de Pitágoras? Al -Khwarizmi também é um nome importante, ele desenvolveu e espalhou por toda a Europa o sistema numérico utilizado até hoje, o indo-arábico, entre os séculos 8 e 9. Veja na imagem abaixo:

Isaac Newton foi o matemático que ficou conhecido por ter descoberto a lei da gravidade, foi considerado um matemático genial e o pioneiro na descoberta do cálculo. Sabe aquela historinha do cientista sentado em baixo da macieira? Então, esse é o sentido figurativo que conta a descoberta da Lei da Gravidade.

Uma curiosidade da Matemática é que lá na Babilônia, usavam sempre a base dos cálculos no número 60, por isso da divisão de 60 minutos para cada hora e de 60 segundos para cada minuto.

Hoje, formada em pedagogia e amante dos processos de aprendizagem, eu gostaria mesmo era poder presenciar uma matemática mais lúdica e menos complexa, uma disciplina sem fronteiras, que realmente funcionasse para tudo e todos, que não fosse usada para fazer distinção de pessoas, rotulada como a vilã da arte do saber.

Já dizia Paulo Freire: “O professor autoritário, o professor licencioso, professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e … racionalista, nenhum desses passa pelos alunos sem deixar sua marca.” Então por que não ficar marcado como um BOM PROFESSOR?

É o professor, através da sua aula que pode e deve desmistificar esse medo dos números, buscar uma metodologia bem elaborada que leve o estudante a “brincar” de fazer matemática. É preciso oportunizar a todos o direito de aprender, inclusive a tão tão assustadora MATEMÁTICA!

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