REVOLTADA!

Todos os dias nos deparamos com  pessoas que vivem  nas ruas, pedindo dinheiro nos faróis e nas praças, dormindo debaixo das pontes, pedindo comida nos bares e restaurantes. A impressão que se tem é que parece que essa pobreza toda tem um culpado, somente um. O culpado dessa miséria, e dessa situação onde pessoas vivem de migalhas como se fossem porcos é justamente aquele que encontrou na rua um ATRATIVO para ganhar a vida e por escolha própria, decidiu viver às margens. Óbvio, estou ironizando a situação. Vejo os mi mi mi’s, as redes sociais bombando de celebridades do bem, vejo pessoas se auto denominando boas mas que não enxergam UM PALMO adiante DOS SEUS UMBIGOS e se alimentam das falácias e preconceitos irraizados em suas histórias.

Ontem, no trajeto voltando do trabalho, como de costume, assim que o  farol fechou , se aproximou  uma moça de aproximadamente 25 anos e me pediu dinheiro. Ela estava com mais duas crianças, uma de colo e a outra sentadinha na calçada. Essa cena se repete constantemente, sabemos que existem muitos vivendo às margens e sinceramente eu não consigo enxergar atrativo algum em viver assim. Eu estava ali, parada no semáforo, e numa fração de segudos, pensei na vida daquela jovem cidadã e fiz uma breve  previsão  para  ela e também para as crianças que ali estavam. Confesso que não consegui prever nada  promissor, não por que acredito  que ela seja uma incapaz, uma aproveitadora  ou por que ela é menos inteligente que os meus. Não consegui enxergar conquistas simplesmente por que ela é dentre milhares, uma prisioneira do sistema socioeconômico que a desfavoresse em tudo. Ela representa uma grande parcela da população que vive mendigando por tostões para sobreviver dentro dessa  grande metrópole esmagadora.

Pensei com meus botões:

Provavelmente não oportunizaram a essa garota o direito à escola, o direito à dignidade, o direito à oportunidade, o direito ao seu sustento, o direito à família, o direito de ter direitos. Talvez ela tenha aprendido somente a pedir esmolas, talvez ela acredite que não é capaz de crescer, por que a ensinaram assim, a CONDICIONARAM A VIVER dessa forma.

A sociedade é cruel e passa por esses INDIVÍDUOS como se eles não existissem. A sociedade tristemente “naturalizou” o sofrimento e a dor alheia. Hoje, a compaixão, a empatia, o altruísmo e a sensibilidade são palavras muito conhecidas nas redes sociais, mas só  para ganhar os famosos “likes”. Esqueceram-se  que palavras sem ação não surtem efeito, não valem de nada, são nulas!

Como mencionei no POST ANTERIOR , é muito fácil, viver no seu conforto e abrir a boca para julgar a condição de miséria de milhares que vivem nas ruas, assim como fez a esposa do digníssimo Governador João Dória. Ela não sabe o que diz, penso eu, por que para ver as ruas como um atrativo para se “ganhar a vida”, deve no mínimo existir um grande vázio dentro de si.

NÃO FAÇA PARTE DISSO! PROPAGUE O BEM SEM OLHAR A QUEM! 

 

 

 

 

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