Olá, bom dia,

Saindo para trabalhar,  ouvi no radio que  o dia 15 de setembro  foi instituído como o dia nacional do combate à depressão.  Segundo a  OMS (Organização Mundial de Saúde) esse transtorno será  o mais comum do mundo até  2030 e afetará mais pessoas do que qualquer outro.

Esse assunto já foi tema por aqui e hoje vamos dar continuidade detalhando três  pontos importantes : os sintomas, as causas e tratamento. Antes de entendermos  esses três pontos precisamos saber que depressão é um distúrbio da mente que causa a princípio uma tristeza,  perda de interesse nas atividades do dia a dia, alteração  d o comportamento,  causando baixa auto-estima, falta de amor próprio no indivíduo. Se você conhece alguém ou passa por esse transtorno, fique atento e busque todas as alternativas para se reencontrar e ser feliz.

CAUSAS

Afirma-se que as causas desse distúrbio  incluí uma conjunção da gênese (natureza, biológico)  e da psique  humana . Algumas pesquisas apontam  que esses dois fatores quando se colidem causam uma alteração na  função cerebral que podem levar as alterações do comportamento. Isso significa que tudo esta ligado as emoções que vivemos e as múltiplas  alterações hormonais que o corpo sofre.  Acontecimentos marcantes como sofrer bullyng, problemas no trabalho ou falta deste, doenças na família, traumas ligados a  abuso sexual,  agressão física e psicológica, tragédias familiares, drogas, uso abusivo de álcool e entorpecentes, e outros costumam desencadear problemas e alterações de humor e podem sim levar a depressão.
Veja que esse  distúrbio está  diretamente ligada as nossas experiências, ao tipo de vida que temos  e aos problemas que vão surgindo com o tempo e que temos que enfrentar. Situações que nos sufocam e frustrações também são as causas desse dano.  As alterações hormonais podem potenciar uma depressão.Falta de ômega 3 e de estrogênio pode agravar a depressão porque levam o indivíduo a perda de controle das suas emoções e o humor. É preciso entender os sinais que o corpo transmite para podermos nos defender e buscar meios de reverter esse mal.

SINTOMAS

É claro que não podemos falar por um especialista, o profissional deve ser acionado sempre que percebermos que está difícil seguir sozinho. Então, se esse for o caso, melhor pedir um help para o psicólogo de plantão! Ele poderá ajudar com as técnicas e o conhecimento de como frear esse desconforto.

Os sintomas iniciam-se em forma de sofrimento emocional (tristeza) sem motivo aparente e que não passa, seguidos de ansiedade, sentimento de culpa, perda de interesse ou prazer nas atividades e  solidão. Também pode aparecer distúrbios do sono, agitação,  choro excessivo, repetição insistente de pensamentos, ganho ou perda de apetite. Tudo isso é um ALERTA do corpo pedindo socorro. Fique atento e busque ajuda quando esses sintomas se prolongam por muito tempo.

TRATAMENTOS
Uma vez que percebemos que os sintomas persistem por mais de 3 semanas e não conseguimos reagir a isso, o mais indicado a se fazer procurar auxílio de um psicólogo que fará uma avaliação, indicando algumas estratégias que poderão auxiliar a caminhada  por esta fase de forma mais rápida e eficaz. As sessões de terapia também ajudam bastante, é sempre bom poder desabafar e contar tudo que nos aflige a um profissional que vai buscar meios técnicos de enfrentar e superar esses contratempos da vida .

No entanto, precisamos entender que,  só quem pode indicar medicamentos antidepressivos é o psiquiatra e por isso este médico também pode ser uma alternativa para soluções no combate à depressão.

Falando da minha experiência sobre o assunto, já passei por dois episódios de depressão. A primeira foi a mais intensa que desencadeou  através da depressão pós parto, quando aos 19 anos tive a minha primeira filha . Foi muito difícil porque eu não sabia  como ser mãe e o medo  abalou totalmente o meu emocional. Meu problema era comigo mesma, eu me sentia incapaz de cuidar do meu bebê. Esse problema se  agravou anos depois, quando  tive síndrome do pânico, aos 24 anos, e aí sim eu fiquei muito mal. Emagreci 12 quilos,  fiquei  praticamente um ano sem dormir e sem sentir prazer por qualquer atividade. Tive que enfrentar meu problema de frente, busquei  auxílio nas pessoas mais próximas  e  permaneci conectada as pessoas que me  amavam,. Além disso, pude contar com meu pai, um  psicólogo sem diploma, rs, que me ajudou muito a compreender o que eu estava vivendo e sempre me apoiou nos meus momentos mais difíceis. Também  fui consultar um profissional que me ajudou através de sessões de terapia. Dessa crise posso dizer que passei por maus bocados e só consegui superar porque tenho uma família fantástica que esteve ao meu lado o tempo todo. Ah, e a história da depressão pós parto,  em momento algum isso me levou a rejeitar minha filha, eu a amava intensamente e o problema era que eu não me sentia capaz de cuidar dela e foi ela mesma que muito me ensinou ao longo dessa fase. Com o passar do tempo percebi que ela precisava muito mais do meu amor do que de qualquer outra coisa. Hoje ela tem 21 e juntas com a  Lulu formamos um trio imbatível!!! Olha ela aí.

Na segunda experiência, consegui enfrentar o problema de forma mais objetiva com auxilio de amigos e família. Não é que foi fácil superar, o meu problema estava ligado ao fim do meu casamento. Tive transtornos graves relacionados a alimentação e novamente emagreci de forma não saudável. Foi difícil, mas superei, e hoje, mesmo precisando enfrentar algumas adversidades, posso dizer que essas experiências que vivi com a depressão me fizeram uma pessoa mais forte e decidida e agora entendo que pra tudo dá-se um  jeito, é uma questão de não desistir e se dar o direito de ser quem você realmente quer ser.   Na vida, nunca tudo está perdido. Seja forte, resista e acredite.
Bjos, fuiiiii.

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Dan

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