RESENHA

Guerreira ou Rainha?

Hoje, logo pela manhã, pulei da cama e fui  me preparar para mais um dia atarefado. Escolhi um modelito e sai a caminho do trabalho. Como de costume, dei uma leve corrida até o ponto de ônibus, e fui conferir minhas mensagens de bom dia, aquelas mensagens motivacionais que as  amigas mandam para dar uma  encorajada no ser.

Uma amiga, me deu bom dia, como de costume  e comentou meu status. Mandei uma foto tirada naquele momento, as 7:10 da manhã e disse que já estava na rua, a caminho do trabalho. 

Gentilmente ela me chamou de GUERREIRA e eu respondi brincando que eu queria mesmo era ser RAINHA.

Na verdade, depois dessa brincadeira, fiquei pensando na minha vida de “guerreira” e por conta disso, passei um dia nostálgico. Fiquei  pensativa e fui tentando resgatar minhas derrotas e vitórias. Em meio a minha atividade profissional, que seguiu como de costume, me passava por vezes alguns fatos de alguns capítulos que já vivi, e assim iniciou uma discussão interna,  eu e eu mesma. Loucura não?Rsrsrs

Fiquei pensando que não era possível alguém com tanta expertise escolher viver uma vida de  guerreira. Bom mesmo é ser rainha e não precisar enfrentar as intempéries da vida. Não dá para acredita que alguém  realmente escolha um caminho repleto de batalhas!

Eu quero é viver no sossego, com aquelas mordomias de um indivíduo da realeza! Não, não e não!  E isso não saia da minha cabeça, essa minha amiga escreveu com tanta convicção afirmando que a escolha de ser guerreira tinha vindo de mim e não de Deus, que fiquei revoltada comigo. Eu exclamava em pensamento:

—Como eu poderia escolher uma vida de lutas? Como poderia escolher por caminhos tão tortuosos e cheios de obstáculos? Ah, mas isso não pode ser!

Depois de algum tempo de revolta de possivelmente ter escolhido assim, veio  ao meu pesamento que, se realmente fui eu que escolhi, devo ter tido motivos para isso e passei  a refletir , tentando enxergar os benefícios que a vida havia me proposto.

Bom, lá fui eu remexer em minhas  memórias, tentar enxergar o lado positivo da minha “escolha”.

Meu pai,  sujeito com características de um hippie. Um ser totalmente desprendido de apego material, queria ter uma vida tranquila ao lado da minha mãe e dos filhos. Fazia a gente rir e estava sempre por perto. Não tinha “posses”  mas era grandioso em amor,  um ótimo contador de histórias. Conhecia todo mundo, bagunceiro, adora música e era o meu psicólogo, rs.

Minha mãe, o ser que mais me da orgulho. Não existe alguém que eu conheça tão forte quanto ela. Deixou de viver suas aspirações para cuidar da família. Trabalhou a vida inteira como costureira para ajudar no sustento da casa. Eis aqui  uma mulher com um equilíbrio emocional de causar inveja, se eu fosse ela, já teria surtado, mas ela não, tá ali sempre preparada para enfrentar as situações de cabeça erguida! Meu orgulho!

Depois pensei nos meus irmãos. Muitas histórias para contar. Algumas engraçadas, outras nem tanto, rs. Lembro quando eu e minha irmã brigávamos e minha mãe chegava pra resolver a situação. Umas chinelas e alguns minutos de castigo já eram o suficiente para tudo se voltar contra ela, a minha MÃE. No final das contas, eu e minha irmã voltávamos a ser amigas e acabávamos por planejar  algo para cutucar a responsável das chineladas! Lembro também quando meu irmão nasceu. Naquela época morávamos em Taubaté e eu estava com dez anos. Eu achava o máximo, mas nem todos em casa  ficaram satisfeitos de imediato. A notícia da chegada de um terceiro integrante  não fazia muito parte do ideal da até então, caçula da casa. Ali terminava o seu mandato e não foi fácil ficar com o posto de “filha do meio”, uma vez que meu pai vivia brincando com ela, dizendo que filho do meio não era nada,  não podia ser chamado de  mais velho e nem de  mais novo. Ele sempre falava isso e dizia que entendia a irritação dela pelo fato de que ele também era o do meio.  Claro que tudo não passava de uma tiração de barato com a cara dela. Hoje rimos muito por conta disso e esse assunto virou piadinha entre nós três.

Depois de pensar nessas quatro figuras marcantes da minha vida, na luta do dia a dia dos meus pais para sempre estarmos juntos e na batalha que meus irmãos enfrentam para alcançar suas aspirações, confesso que a dúvida foi sanada, o  sorriso apareceu no rosto e eu pude entender o motivo da minha escolha por ser guerreira e não rainha.  Eu precisa estar com eles e eles comigo! Eis aqui uma história da vida real.

Bjos, fuii

 

 

 

 

 

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Dan

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