Olá pessoal, 

O título desse artigo é uma frase do teólogo, escritor, educador, psicanalista e pastor presbiteriano brasileiro, Rubem Alves.

O pensador abordava a importância de “dar” asas aos estudantes com o objetivo de criar neles autonomia, senso crítico e habilidade para produzir, mediando o conhecimento prévio com o conhecimento formal, abrindo espaço para as trocas de saberes.

O olhar voltado ao ensino público brasileiro é de uma realidade devedora, muitas escolas ainda permanecem como instituições mecânicas e robóticas, desprovidas de empatia, motivação e troca. Vemos disciplinas serem apresentadas de forma crua, sem a conclusão de uma aprendizagem concreta e a sociedade enxerga isso como normal, parece que todos estão cientes e aceitam isso. Mas não pode ser assim!

A ESCOLA 

A Escola é um local de encontro de saberes, é ali que crescemos, que trocamos experiências, que passamos boa parte da vida e, por esse motivo, não deveria ser vista como um espaço programado simplesmente para nos ensinar a trabalhar.

Se pensarmos um pouquinho sobre a prática de voar, não se ENSINA um pássaro a voar , na verdade, ele é encorajado pelos seus, existe uma motivação que o levar a se atirar, rumo à queda livre. Existe aí uma combinação de instinto, motivação e prática, uns imitam os outros e isso está muito mais associado a coragem e estímulo recebido do que sobre a prática e habilidade de voar.

A comparação de Rubem Alves aborda a necessidade de dar asas a imaginação, abrir as portas do conhecimento e deixar o estudante voar e seguir no seu ritmo, criar laços onde suas experiências possam se misturar aos conteúdos que a Escola precisa mediar.

O espaço escolar e seus profissionais precisam entender qual o papel de cada um perante a arte de ensinar. É importante que se permita falar, atuar, criticar, opinar, debater, criar, conhecer e ser conhecido. Só assim veremos uma sociedade mais atuante, onde todos sintam-se de fato parte do do contexto em que vivemos.

É dentro da Escola que nasce ou morre o desejo de “ser alguém na vida”.

E isso depende daqueles que optaram pela arte de ensinar. O profissional da Educação é um mediador, é um exemplo e deve ser um incentivador de seus alunos.

PROFESSORES 

Nós, profissionais da Educação precisamos lutar pelo bem dos estudantes, de todos eles, para assim cumprimos nosso papel e assim abrir bons azos para todos aqueles que cruzarem nossos caminhos. É preciso fazer acontecer, por isso, não corte asas, abram as gaiolas, não prendam os estudantes, deixe eles VOAR!

Por hoje é isso pessoal.

Até a próxima!

 

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