Olá pessoal! 

Pensadores e  Filósofos sempre estão em busca de  respostas para uma porção de questionamentos.  Muito já foi descoberto mas você já parou para pensar:  QUEM SOMOS NÓS? QUAL O SENTIDO DE ESTAR AQUI? 

Nossas experiências e atitudes dizem quem somos, não tem como fugir. Somos um aparato de fatores físicos e emocionais que através do tempo vão moldando o nosso ser. Muitas vezes me questiono sobre prioridades e futilidades, sobre o verdadeiro sentido da vida e quando penso que estou próxima da resposta, um nosso momento acontece e me deixa mais encucada com o assunto. Quanto mais nos relacionamos uns com os outros,  mais mostramos a identidade de quem somos. Em um relato da psicóloga  Margarida Seco de Oliveira, ela diz: “UM DIA, TUDO, SERÁ NADA.” Clique aqui e veja a explicação da psicóloga sobre esse tema.

Falando um pouco sobre da minha experiência,  depois de algumas décadas, posso afirmar que já vivi diversas situações boas e não tão boas assim, algumas deixaram marcas que até hoje arrancam lágrimas , por exemplo, a perda do meu pai.

Quando criança, andava de pé no chão, subia nas arvores, adorava andar de bike pelas ruas de uma das vilinhas da cidade de Taubaté, frequentava as festas juninas para ver os bonecos gigantes e saborear  os pratos típicos. A rua era o meu “play”. Pega pega, esconde esconde, polícia e ladrão,  skate e rolemã.  As histórias de terror também faziam parte da diversão. Primos e amigos reunidos para aprontar alguma! Passar trote em vizinhos, tocar campainha e sair correndo. Montar times de vôlei da rua e passar a tarde disputando quem eram os melhores. Jogos de futebol onde os meninos se vestiam de meninas e faziam bagunça a tarde toda, enfim,  era uma verdadeira farra. Não tinha grana mas a diversão era garantida! Meu pai sempre estava envolvido nas atividades junto da galera da rua. A minha impressão era  que ele fazia isso para, de alguma forma nos dar algum divertimento, como as condições eram restritas, o entretenimento ficava por conta da bagunça na rua.

O tempo foi passando, e eu,crescendo! Troquei as brincadeiras pelo trabalho e aí minhas aspirações foram se transformando.  Acredito que sempre fui um ser muito curioso mas de poucas oportunidades, a realidade era difícil mas ao mesmo tempo o amor dos meus pais sempre foi motivo de muito orgulho . Minha mãe sempre me ensinou que eu posso ser forte o suficiente para superar tudo. Ela não precisou de muitas palavras não, as atitudes dela em meio a tantas dificuldades me fizeram enxergar que só não temos solução para a morte e que o tempo é o melhor professor da vida. Já meu pai me ensinou que nem tudo valia  a pena, as vezes as coisas simples da vida são as que irão deixar as melhores marcas. Os dois, juntos, sempre foram, pra mim, sinônimo de  amor e superação e me ensinaram que  um passo de cada vez é melhor que sair desembestado! A família é o grande bem da vida e juntos podemos resolver qualquer situação. Eles me ensinaram também que não sou mais e nem menos que ninguém, que  devo respeitar para ser respeitada. Me  mostraram que tudo que eu plantar, vou colher e que minhas escolhas vão me levar a caminhos que talvez eu não precisasse  passar.

E o tempo continuou  passando, e tudo mudando. Com 19 estava com uma garotinha  em meus braços. Hoje, entendo que eu também era uma criança e que sem a ajuda dos meus pais, eu não teria conseguido. Tive depressão pós parto e entrei em parafusos. Eu amava aquela figurinha e ao mesmo tempo tinha medo do nosso futuro. Aquele foi o primeiro momento em minha vida que eu verdadeiramente senti MEDO.  Era uma bagunça na minha cabeça, eu queria estudar mas precisa trabalhar, queria CONHECIMENTO mas minhas escolhas  me privaram disso! Por um tempo, aceitei. Aceitei me anular e deixar meus sonhos adormecidos. E assim foi passando o tempo. Por incrível que pareça, aquela pequena criança, de codinome  Rafi,  que veio ao mundo no verão de 97, entrou para a minha vida, e seria  a pessoa que iria chacolhar o meu ser! Por muitas vezes, através da vida dela, eu tive claras sensações de que eu só iria mudar o destino da minha vida se tomasse as rédias dela!

Nesse meio caminho, no inverno de 2004, um turbilhão de emoções mexeu com toda a  minha família. Junto do nascimento da Luluzinha, data mui mui feliz, descobrimos que meu pai estava com câncer no pulmão, com metástase no fígado. Ah, pensa a bagunça  emocional que isso causou. A Luluzinha não poderia ter nome mais perfeito que esse. A Rafi tem esse  nome em homenagem ao meu avô materno e a Lui tem  esse nome em homenagem ao meu pai. Não podia ser mais perfeito, não é mesmo? Os dois homens mais exemplares da minha vida homenageados através do nome das minhas “pequenas”.

Passamos quase quatro anos buscando a cura para o câncer, mas percebíamos que o tempo estava se esgotando pra o meu pai. Em meio a muita dor e sofrimento, demos adeus ao meu “psicólogo sem diploma”.  O tempo foi cruel e todas as vezes que penso que dei  adeus definitivo ao homem mais importante da minha vida, isso quando ele tinha apenas 52 anos, o meu coração se parte em pedaços!

Mas a vida continuou, o tempo não parou! Muita coisa foi acontecendo, até que decidi retomar meus estudos, isso já com 35 anos. Fui estudar a ciência do conhecimento, os processos de aprendizagem e me encontrei na Pedagogia. Quero fazer jus ao meu curso,  pois quando decidi pela pedagogia, muitos diziam que era o mais “fácil” para alcançar um diploma, e isso não é verdade, os que afirmaram isso, certamente não aprenderam nada e não conseguirão  mediar nenhum processo de aprendizagem. Enfim, fui estudar e me comprometi em absorver o máximo do que era compartilhado. Alguns professores foram marcantes e transformaram minha maneira de enxergar o mundo. Nomes como: Paulo Freire, Maria Montessori, Vygotski e Wallon marcam a minha identidade profissional, são teóricos que me mostraram  como deveríamos trabalhar  no campo educacional e como usarmos isso para a vida cotidiana.

Hoje, deixei para trás as escolhas que me causaram problemas, sigo, buscando sempre o melhor de mim e o melhor das pessoas que fazem parte do meu mundo. Algumas vezes reajo com dureza, talvez pelas frustrações que minhas escolhas causaram,  e outras vezes faço como meu pai, reajo de forma descontraída, fazendo brincadeira, tentando amenizar as marcas do tempo. Minha história não para por aí, espero viver muito e se vier a alcançar metade dos meus objetivos aqui na Terra, me darei por satisfeita.

Lá no inicio, as perguntas foram: QUEM SOU EU? QUAL O SENTIDO DE ESTAR AQUI?

A primeira pergunta, acredito que, nós sabemos responder, mesmo que por algum motivo, tentemos ofuscar nosso verdadeiro EU, no fundo, no fundo sabemos qual a nossa identidade. Sabemos que somos  a soma de todos os acontecimentos, experiência e escolhas. Somos a soma do que fomos ensinados por nossos pais, familiares, professores, amigos, irmãos e sociedade e das  as aspirações que queremos viver. Isso tudo, esse conjunto de elementos contribuem para a criação do nosso ser, da nossa IDENTIDADE, da nossa história.

Aqui, eu deixo um pouco dessa transformação do que  eu fui e do que hoje sou, talvez como uma forma de te dizer que “UM DIA, TUDO, SERÁ NADA.” . Problemas vem e vão, alegrias também, então, pare e pense o que realmente importa, quais  suas prioridades, foco no que te faz bem e busque fazer para as pessoas o que você almeja que façam à você! Não vamos levar nada, chegamos aqui nus,  iremos embora nus!

Agora, o segundo questionamento, qual o sentido de estarmos aqui,  talvez num futuro próximo ou num futuro “tão tão distante” poderemos responder. Isso ainda é um ENIGMA pra mim e acredito que até mesmo os pensadores e filósofos ainda não desvendaram essa questão. Se você tem a resposta, compartilhe aqui e mate a minha curiosidade!

Até a próxima, fuiiiii

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Dan

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