“Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la? ” Rubem Alves.

Fazendo minha leitura diária, me deparei com uma publicação na Revista Bons Fluídos, de um dos educadores que mais me causa inspiração para viver, Rubem Alves. Ele, interessantemente questiona o que de fato podemos ensinar e deixa registrado sua opinião sobre um mundo mais solidário.

Pois bem, existe uma porção de palavras encontradas como sinônimo de solidariedade, veja algumas:

Ajuda, apoio, auxílio, amparo, assistência, socorro, caridade, proteção, defesa, respaldo, adesão. Amizade, companheirismo, camaradagem, irmandade, coleguismo.

Ensinar solidariedade, segundo o autor, não seria um ato possível, ele mesmo diz: “O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora: astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras. Mas há coisas que não estão do lado de fora, coisas que moram dentro do corpo. Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera… “

Talvez, devêssemos buscar soluções para esse dilema. Se analisarmos os fatos, veremos uma sociedade omissa e indiferente com a dor do semelhante. O post SOCIEDADE DOENTE, aborda a verdade nua e crua sobre um povo que vem sofrendo desde sempre. Todos os dias, nos deparamos com a desigualdade social. Políticos e grandes empresários vivendo de regalias enquanto trabalhadores e estudantes das regiões periféricas estão entrando em “ciladas” por falta de oportunidades, sofrendo com o racismo, com a pobreza e a falta de oportunidade. Numa visão geral, a nível de Brasil, podemos perceber que a SOLIDARIEDADE não faz parte desse mundo atual. Muitos falam sobre ela mas na prática, poucos são solidários de fato!

Se olharmos a nossa volta perceberemos o pai de família em prantos por um salário descente, veremos a mãe cuidando dos seus filhos sozinha e tentando uma vida no mercado de trabalho, veremos o descaso nos hospitais públicos. Veremos as pessoas debaixo das pontes vivendo em condições desumanas, veremos também os assaltos, pequenos delitos que assustam os trabalhadores da periferia que sofrem com a sensação de que não temos segurança que nos leve e traga para nossos lares sãos e salvos. Também podemos ver governantes envolvidos com o tráfico de drogas, com a corrupção e com a falta de empatia pelo povo que através do voto os colocaram para estar à frente das decisões que nos levariam a um país mais igualitário. Vemos mortes, vemos descaso, maldade, crueldade, fome, tristeza tomando conta do nosso país que de SOLIDARIEDADE não entende quase nada.

Ser solidário é um dom, está dentro da gente, não vem de fora! Não podemos ensinar solidariedade, eu sei, mas podemos sim, através de nossos atos propagá-la. Solidariedade é ajudar, colaborar, se preocupar com o outro, é ser presente quando um amigo não está bem, é dar o ombro em prol de um desabafo. As vezes, a solidariedade vai vir em forma de afeto e nem sempre estará relacionada diretamente a dinheiro, posses e bens. É uma questão de empatia, se você é empático, então você é solidário.

Vocês já ouviram aquela frase que diz: “Façam o bem, pois o mundo vai mal?” É justamente por conta de que o mundo vai mal que precisamos compreender o quão importante é viver em uma sociedade mais solidária.

Façamos a nossa parte!

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Dan

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